sábado, 1 de janeiro de 2011

Diário de Bordo da Expedição Austral
Dia 8 - 01/01/2011

Pela primeira vez na viagem toda eu acho que “acordamos”...
Quer dizer... “Acordaram”.
Eu continuei só levantando e morrendo de sono, hehehehehe.
O que me acordou foi falar com você hoje de manhã!!!
Mas, voltando ao diário...
Cof Cof Cof.
Levantamos, descemos e fomos tomar café.
Aqui era completamente self-service (não tão cheio de opções como no Brasil, mas tinha bastante coisa em comparação com o resto da Argentina), tinha pãozinho, panetonne, torrada, requeijão (aqueles de potinho de hotel normal), manteiga (tb de potinho), sucrilhos, iogurte, suco, café, leite.. E eu acho que era isso...
Depois, enquanto os outros terminavam o café e conversavam com um casal de brasileiros que também estavam hospedados aqui, eu subi para postar o diário de ontem e tentar falar com você...
A conversa de hoje foi tão gostosa.. Ajudou a começar meu dia de bom humor...
Te amo tanto... E estou com tantas saudades... A conversa de hoje foi.. Tão boa.. Eu tava precisando tanto conversar um pouco melhor com você...
Ah.. Saudades de poder conversar de verdade com você....
Bom, voltando.. Depois que você saiu eu criei aquele álbum no face para você poder ver algumas fotos maiores e mandar para o Bruno e resto da Patota que quisesse ver, mostrar pra Dani e pra Karen, Yori, Paulinha, Dani, e sei lá, se mais alguém quisesse ver também...
Aí, a família Márcia deu que queria sair e começou a correria de novo...
Anda complicado, sabe?
Hoje no almoço... Ah, melhor eu ir contando até lá para você poder seguir a linha de acontecimentos, né? Okay...
Bom, a Márcia resolveu que queria sair para nós confirmarmos já o barco, almoçar e depois sair no passeio...
Tudo certo, desliguei tudo correndo, pq eles parecem que esquecem que não dá para 10pessoas se arrumarem correndo quando 1quer, que tem que ter uma preparação e o mínimo de sobre-aviso sobre que hora vão sair, mas, enfim...
Todos se arrumaram correndo pra sair correndo atrás deles, e ainda assim eles iam saindo sozinhos na frente pq não podiam esperar 3minutos pela Rê e pelo Drão, acho que só saímos juntos pq eles saíram colocando blusas pelos corredores...
Saímos, e então minha mãe tinha esquecido o creme, teríamos que voltar para não torrarmos os rostos no frio. Voltamos sozinhos, pq eles não podiam correr um pouquinho conosco, e depois fomos atrás deles.
Quando chamamos no rádio não tinha ninguém dentro do carro da Márcia e o Drão estava dentro do carro dele, ele nos orientou pela cidade para nós podermos chegar onde eles estavam e então, quando chegamos fomos junto com o Drão (pq a Márcia e família já tinham desaparecido) marcar o passeio.
Enquanto eles pagavam e marcavam o passeio eu fotografava os arredores.
A cidade é muito bonita, sabe? Os montes ao redor são nevados no topo.. Olha:


















Bom, depois disso, Márcia e família reapareceram, e então, fomos almoçar.
Enquanto subíamos correndo atrás deles, pq eles foram na frente sem nem avisar, íamos vendo as lojinhas e etc...
Eles escolheram lá o restaurante que queriam e entramos atrás deles.
Eles não tinham pego uma mesa grande (somente para 6 pessoas, sendo que são 5 só no carro deles e somos 10 no total), e então eu fui pegar outra mesa de 6 pessoas para não termos de ficar esperando alguém terminar de comer...
Bom, sentamos na mesa e o Drão tava meio estranho, meio quieto, mas, eu achei que não fosse nada, sentamos nós 5 (Rê, Drão, Edu, minha mãe e eu).
Tentamos descobrir o que era mais rápido já que não tínhamos nem 1hr pra comer...
Nós 5 preferíamos comer um lanche, que seria mais rápido e menos pesado, mas, a família da Márcia queria almoçar, então, ficamos lá para lhes fazer companhia...
Eu conversei com o atendente (um velhinho cabeludo muito simpático e confuso) em espanhol e ele entendeu a situação, explicou que por causa do feriado estavam lotados, então que o mais rápido seria pegarmos o Buffet de saladas (que vinha acompanhado com um prato quente).
Aí eu expliquei que para comermos correndo, estava muito caro e ele disse que poderia fazer assim:
Cobrar somente 3 buffets (podendo nós 5 comer o quanto queríamos e pegando 5 pratos quentes) e as bebidas.
Concordamos, e nos servimos.
Então, Drão foi contar à Márcia o que eles podiam fazer que assim daria tempo de comer e ainda assim sairia mais barato..
Aí, você não vai acreditar...
Não deu nem 5minutos que o Drão voltou pra mesa, a Márcia e etc levantaram e foram embora do restaurante!!!!
Sem nem falar com a gente!!!!
Sem nem um “a gente ainda não conseguiu fazer os pedidos, então nos vemos lá embaixo”.
Sem nada!!!!
Nós 5 ficamos muito putos.
Nós 5 preferíamos ter ido comer lanches, ou não comer nada e só fomos num restaurante por causa deles.
E aí eles viravam e iam embora sem nem falar nada com a gente!!!
Aí, enquanto conversávamos, pq o Drão estava ainda mais quietão, a gente foi descobrir o pq...
Ele estava bastante chateado pq estava tentando se comunicar com a Márcia pelo blog e ela não citou eles (e depois fiquei sabendo que nem a gente) em momento nenhum de nenhum relato!!!
Pq como ele ficou para trás para consertar o carro ele PRECISAVA dos relatos da Márcia para responder as dúvidas dele e saber onde nos encontrar!!!
E ela não tinha respondido as perguntas dele e nem feito contato nenhum até o Gerson (dos cabeçudos) ir dar uma bronca nela!
Então ele estava falando que eles sempre esperavam a gente (Márcia queria usar o wireless, TODOS paravam onde fosse, Márcia queria qualquer coisa, TODOS paravam e iam atrás, agora, quando a Rê foi ver num sei o quê numa lojinha, Márcia e etc SUMIRAM e depois deixaram a gente sozinhos no restaurante e sumiram sem falar nada) e eles nunca esperavam ninguém...
Bom, estávamos todos magoados e empubescidos, além de tudo, os pratos quentes chegaram já na hora de sairmos, então só deu tempo de comerem correndo...
Eu tentei engolir um pedaço de frango mas não deu...
O do Drão veio só gordura, então ele nem conseguiu comer nada...
A Rê engoliu tudo que tinha no prato dela correndo, meu pai e minha mãe tb. (E aí eu doei o meu frango pro Drão pq o coitado tava ainda com fome e eu não queria mais comer. E ele ficou feliz da vida).
Depois de engolir o negócio correndo (e pagar uma conta cara já que lá era restaurante mesmo e não só um lanchinho) descemos a ladeira para ir para a fila do barco, onde não vimos Márcia e nem mais ninguém...
Pegamos a fila por algum tempo até que eles apareceram e foram pro final da fila só acenando assim meio sem jeito, com cara de quem sabe que fez merda, sabe?
Então, ficamos na fila eu, Edu e Drão enquanto minha mãe e Rê iam pagar a taxa de embarque.
Quando elas pagaram notamos que a fila era para pagar e não entrar e sobrou para eu ir lá avisar isso pra Márcia e etc...
Fui lá, avisei, o Tita foi pagar, mas voltou alegando que ia ficar na fila mesmo e etc...
Acho é que eles não tavam querendo ficar muito juntinho depois de terem feito merda, sei lá...

Então, fomos nós 5, Drão, Rê, eu, meu pai e minha mãe para o barco.
Pegamos uma mesa de 6 pessoas (e como minha mãe é meio tonta) e guardamos a mesa de 6 pessoas atrás de nós para eles.
Eles chegaram, agradeceram e sentaram ainda num silêncio meio estranho e então o barco zarpou.
Um tempinho depois de me acostumar com as marolas eu e o Edu, junto com Rê e Drão saímos da área interna, que era climatizada e etc para ir fotografar, minha mãe preferiu ficar lá dentro que era mais “seco”.



















A primeira parada foi próximo de uma ilha onde estavam esses patos (sim, são patos que têm as mesmas cores de pingüins e uma pintura próxima da deles, eu acredito que seja algum tipo de camuflagem, mas, não sei...) e alguns lobos-marinhos.
Bom, vou encurtar, era um arquipélago com várias ilhotas mais ou menos próximas umas das outras sempre com patos e os lobos-marinhos.










































Ah, aqueles pontinhos no mar atrás da ilha são algas, os patos usam elas para fazer os ninhos e, não faço idéia se os lobos-marinhos usam para alguma coisa, eu acho que não...
Mas tem muitas dessas algas por aqui...













Tinham duas ilhotas que pareciam pés de algum bicho gigante...
O primeiro que me veio à cabeça foi um pingüim...


Depois, fomos ver um farol.
Teoricamente um navio alemão bateu ali, e no navio tinham 1000 pessoas.
Eles buscaram abrigo no Ushuaia, que lhes ofereceu abrigo, claro.
Acontece que a população do Ushuaia na época eram 1000 pessoas, então, da noite para o dia a população dobrou!!!
Os alemães buscaram abrigos nas pensões, casas, prédios, prédios públicos, lojinhas, acabaram indo parar até no presídio pq a cidade não tinha infra-estrutura para tudo isso.
No final, salvaram-se todos, exceto o capitão (que obviamente, como um capitão honrado, afundou com seu navio).
Bom, pelo menos, é a história que a cidade inteira conta...











Depois disso (e de muito tempo dentro do barco) chegamos à pinguineira!!!
A ilha dos pingüins fica bem afastada do resto, não sei pq, e é bem maior que as outras (talvez por ser uma ilha só). Ainda são Pingüins de Magalhães, não sei se vamos ver outra espécie de pingüins enquanto estamos aqui, mas, ainda acho eles lindinhos.






















































Aí do nada apareceu uma água viva, mas, logo depois ela sumiu do nada também...












E então, enquanto íamos embora o sol começava a se por bem devagarzinho...

O sol aqui se põe depois das 22hrs, mais ou menos entre 23hrs e meia noite, o Tita disse que isso era por causa do verão, que no verão é sem noite...
E no inverno, sem dia... Pois estamos muito perto do pólo.


Rê, Drão, eu, meu pai e minha mãe voltamos para o hotel enquanto Márcia e família saíram para jantar...
Depois Rê e Drão foram jantar (nos convidaram, mas não quisemos ir... Eu queria ficar pra falar com você).
E nós ficamos no hotel curtindo o aquecedor nos quartos e as camas macias.

Um comentário:

  1. Legal que agora vocês estão num hotel mais confortável e tudo o mais, amor :)

    Linda a vista dos arredores da cidade... todas as casinhas são nesse estilo meio "suíço" da foto que vc pos, ou este é só o hotel?

    Bjos! :)

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