Dia 4 - 28/12/2010






Levantamos, nos arrumamos e fizemos as malas, com tudo pronto, descemos para tomar café-da-manhã...
O café de hoje era mais semelhante ao que tínhamos no Brasil, mais simples, mas, no mesmo estilão...
Um self-service com bolachinhas salgadas redondinhas, umas torradas que passaram (bastante) do ponto e uns croissants doces e salgados. Sucrilhos, leite, café, suco de laranja e água para fazer chá. Manteiga (aqueles potinhos já prontos que os hotéis sempre compram, sabe?), doce de leite e eu acho que só...
Na salinha do café-da-manhã tinha uma caixa-registradora antiguíssimas, mas, super bonitinha...
Depois do café a Márcia e família resolveram atualizar o blog o que causou certo caos já que ela ainda não tinha o diário escrito...
Foi um tal de filho procurando foto, anotação, descobrir que “Ruta” (rota) estávamos, qual os nomes dos postos que paramos, restaurante e etc....
Bom, o problema é que, como os diários dela são mais detalhados,
estavam todos correndo de um lado para o outro e estressados, pq, como a Márcia não gosta de atrasar, ela mesma acabou ficando um pouco nervosa com a situação...
Enquanto eles resolviam tudo isso, como eu já tinha upado o diário de ontem, saímos um pouquinho para a calçada na frente do hotel para ver melhor como era a cidade, mais uma vez, o hotel que paramos era na frente de uma praçinha...
Acho que hotéis em frente à praças nos perseguem...
Bom, depois do fim do estresse, quando ela conseguiu atualizar o blog, saímos do hotel e voltamos para a estrada!
A paisagem mudou de novo, parou com os encharcados, as plantações de vaca, e de girassol
O mato aqui parece mais seco, mais árido, até pela cor da terra, conseguimos ver poucas vezes algumas emas (uma ave parecida com um avestruz), mas como elas não ficam em “bando” não dá tempo de pegar a máquina quando a vemos e nem tem como notá-la com uma distância suficiente para pegar a câmera...
Continuamos “seguindo reto até o fim da vida” e a estrada não acabava nunca, pegamos um trecho bem comprido da mesma estrada, que ia reto, reto, reto, reto, reto, até termos de parar na FunBaPa (Fundación Barrera Zoofitosanitaria Patagônica - é, eu também não sei aonde foi parar a inicial ou sigla para o Zoofitosanitaria em FunBaPa).
Traduzindo: É um tipo de barreira na rodovia onde todos os veículos têm de parar para responder algumas perguntas, terem os carros “revistados” e etc...
O motivo disso tudo é a coisa mais idiota do mundo: Manter aquela região livre de moscas de frutas e “febre aftosa”.
Contra a febre aftosa eu até concordo ser uma coisa boa e interessante, mas o Brasil é cheíssimo de frutas e nem por isso temos que viver fugindo delas...
Bom, eles tinham uma lista enorme de frutas que não poderiam passar daquele ponto e teoricamente nenhum produto de origem vegetal (carnes, leites, ovos e etc) também.
Para esses produtos entrarem nessa área só com a autorização de num-sei-quem-lá que seria para reabastecimento da região e só com registro num-sei-aonde...
Eles xeretaram os nossos porta-malas e etc, mas, não tivemos nenhum problema muito grande, depois de Edu e Tita conseguirem encaixar tudo de novo nos carros, seguimos nosso caminho até o próximo posto...
Lá estava uma fila GIGANTESCA, mas,
felizmente, somente para as bombas de gasolina, as de diesel estavam vazias, porém foi difícil de arranjar um frentista, já que eles estavam ocupados atendendo o povo da gasolina...
Bom, as mulheres foram usar o banheiro e comprar tranqueiras na loja de conviniência enquanto os homens abasteciam os carros e alguns galões extras que trouxemos (os postos estão cada vez mais distantes um dos outros e o Tita estava ficando preocupado em acabar ficando sem diesel no meio do caminho).
Não seguimos nem 100m depois disso e o pessoal resolveu parar para almoçar.
O restaurante era bem simpaticozinho, e não demorou muito para levarem a comida, bebi uma “7up” que acho que nunca tinha tomado e só tinha ouvido falar que era da infância do Edu...
Depois de enchermos a pança seguimos o nosso caminho para tentarmos chegar em Puerto Pirâmide.
No caminho a plantação começou a desaparecer de novo, e eu acho que é por causa do frio, ele começou aos poucos, primeiro com o vento, depois todo o ar ao redor... Foi aos pouquinhos tomando conta....
Joguei Mario, dormi, joguei mais Mario e algo novo aconteceu:
Eu travei no Mario.
Sim, sim : TRAVEI.
É... É uma ofensa ao meu orgulho de membra honorária do clube de jogar Mario, mas... Existe alguma passagem que eu não passei..
Existem 8 mundos, sendo que para liberar os mundos 4 e 7 é necessário encontrar passagens secretas nos castelos finais dos mundos 3 e 5.
Eu fiz isso.
Liberei todos os mundos, passei por todas as fases dos mundos 1 à 6, não com todas as Star coins, mas, com pelo menos 90% delas, e aí: Poft!
No final do mundo 7, umas 3 a 5 fases antes do castelo final: travei.
Terminei todas as fases que já abri, mas o caminho não abriu...
Mas, como já tinha terminado todo o mundo 6, fui pro mundo 8 para tentar ir fazendo na frente...
Fui até o mundo 8 e passei todas as fases, parando só antes do último castelo, pq não queria terminar o jogo sem terminar pelo menos uma vez (nem que seja sem todas as moedas) todas as fases....
Aí, quando fui me distrair voltando a tirar fotos e a bateria da máquina acabou...
Acho que pra compensar o fato do frio (que só eu queria tão desesperadamente) vir, eu tive que ficar na mão com algumas coisas...
Chegamos na entrada de Puerto Pirâmide e descobri que a cidade inteira fica dentro de um parque de preservação, ou seja: tinha que pagar entrada...
O lado bom é que tinham ovelhinhas, e uns bichinhos que parecem um cervo, mas com pelagem de lhama por causa do frio, e algumas emas...
Bom, pagamos e começamos a descer o morro para chegar até o Vale em si...
Fiz de tudo para tentar achar sinal de celular e te ligar, mas, já desde a entrada não tinha nada...
Paramos num hotelzinho para tentar achar quartos, mas, por causa do frio já estavam quase todos lotados, e então, fomos para o camping...
Enquanto Edu, Edu e Tita procuravam um bom lugar para colocar as barracas, Márcia, Marcelo, Dani e minha mãe estavam começando a trocar os shorts por calças (eu já tava de calça! Háhá! Num passei tanto frio. Blá!!) e eu estava conversando com a mulher da entrada perguntando se haviam telefones públicos ou internet wi-fi.
Os argentinos daqui já são melhores de novo, mais educados e com melhor boa-vontade... Deve ser por não ser uma cidade grande...
Ela me disse que tinha um telefone público no centro, mas, minha mãe queria ir andando até lá a pé e eu não achei muito seguro... Já estava meio preocupada com o camping...
A internet ela disse que às vezes pegava no camping mesmo, era questão de sorte, e assim fui lá pra calçada do quiosquinho da entrada para te esperar! Heheheheh!!!
Foi assim que cheguei lá....
Agora é só comer a janta que a Márcia está fazendo para nós 8 (os 5 do carro dela + nós 3), pular para dentro dos pijamas, depois para dentro dos sacos de dormir e por último para dentro das barracas para tentarmos dormir...
Amor, como assim vc achou uma "7up"?? Por favor, contrabandeia uma na mala pra mim, hahaha! Era meu refri favorito quando eu tinha uns 5 anos!! Eita, saudade!!!!
ResponderExcluirE amor, como assim vc travou em Mario? Bom, isso quer dizer que vc ainda tem jogo pra mais alguns dias, né? Te amo mt mt mt <3
E os pinguins? Viu alguns?? :)
Ah, e quanto à foto da nuvem... primeiro eu tinha visto um rato; e depois eu vi um trem, com a fumacinha saindo em cima (to me sentindo naqueles testes de psiquiatra...hahaha).
Te amo muito, e to com saudades!
Bjos, do seu,
Charles
Hahaha!!! Errou a nuvem de novo, mas eu já pretendia contrabandear algumas 7up. Vou tentar contrabandear em dobro agora para você tb, meu amor!!!!
ResponderExcluirBeijos, te amo muuuuito!!!